
Aproveito para saudar os muitos milhares de voluntários eclesiais que sem estatuto oficial de voluntários o são de facto: milhares de catequistas; milhares de escuteiros; milhares de visitadores de doentes, idosos e sós; milhares de coralistas; milhares de cuidadores e zeladores gratuitos de igrejas e capelas, parte muito significativa do nosso património artístico, tão decisivo para o êxito turístico que todos aplaudimos e do qual beneficiamos; centenas de Servitas e muitos outros voluntários em apoio dos milhões de peregrinos que do mundo inteiro acorrem a Fátima e a outros Santuários e Igrejas do país; milhares de paroquianos que aderem aos apelos dominicais dos seus párocos para constituírem as equipas de recolha de alimentos para o Banco Alimentar Contra a Fome, para o peditório nacional da Caritas, para o Dia Mundial das Missões, para os roupeiros sociais, para os cabazes que inúmeras paróquias oferecem a famílias carenciadas, etc.
O meu OBRIGADO a este país de voluntários e ainda com activa vizinhança, é de um pastor da Igreja e não de um político, porém devo recordar que os voluntários cristãos também são cidadãos e por isso fazem parte dos voluntariados do nosso país e assim sendo, afinal somos muitos! Portugal continua a ser um país de voluntários! Que a noção de voluntariado não seja ideológicamente redutora, pois isso contradiz a essência plural, aglutinadora e aberta da própria noção de voluntariado.
Évora, 6 de Dezembro de 2018
+ Francisco, Arcebispo de Évora
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