
"Foram
recentemente tornados públicos os resultados do Programa de Apoio
Sustentado da Direção-Geral das Artes (DGArtes).
De
Montemor-o-Novo, candidataram-se O Espaço do Tempo, as Oficinas do
Convento, a Alma d´Arame, o Projeto Ruinas – estruturas que viram
aprovadas as suas candidaturas embora com valores aquém do projetado
- e a Algures – Coletivo de Criação, cuja candidatura foi
elegível, mas não foi atribuída verba.
Estes
resultados revelam, a par dos resultados dramáticos e profundamente
discriminatórios de uma serie de estruturas a nível nacional, uma
linha de liquidação e de desinvestimento com consequências graves
para as estruturas de criação artística da região Alentejo,
nomeadamente do distrito de Évora.
De
referir particular indignação pela exclusão das
três companhias da cidade de Évora, que ficaram sem quaisquer
apoios estatais na área do teatro, algumas com dezenas de anos de
trabalho e de criação artística
É
claro que o Alentejo é uma região duplamente discriminada, pois é
colocada a concorrer nas mesmas circunstâncias que outras regiões
do país, sem que seja tida em conta a realidade no que toca à
densidade populacional e as condições próprias do território.
Os
resultados deste concurso vêm criar grandes dificuldades às
estruturas de criação artística ao recusar financiamento e apoios
essenciais para manter a sua atividade em prol das populações e do
desenvolvimento do Pais e de cada Concelho.
A
Câmara Municipal de Montemor-o-Novo está solidária com todas as
estruturas artísticas e apela ao Governo para que acautele e evite o
fecho de portas e reveja o modelo de financiamento para garantir que
estas estruturas possam ter o apoio do Estado que é necessário para
manterem a sua atividade e assegurarem o serviço público às
populações do Alentejo".
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